terça-feira, 19 de junho de 2012

Marionete...

Ela andava sozinha, não tinha companheiros, nunca olhava para trás, mantinha seus olhos presos no horizonte como se não houvesse nada ao seu redor, ela tem pena de pessoas que temem a solidão que temem oque tem la fora, todo o seu desejo é liberdade, ela não precisa de alguem ao seu lado, só precisa da doce liberdade, ela quer ser como o vapor que some na atmosfera, como o barco que sem direção navega no oceano. Mas ela não pode... presa como uma marionete nas cordas que a sociedade implantou ela não pode sentir, apenas sorrir e transparecer o quanto o mundo é bonito, ela não quer ser como a gilete que suavemente corta seus pulsos, ela quer ser como o sangue que delicadamente escorre pelos seus braços e nunca retorna ao lugar de onde saiu, só que mais uma vez ela não pode , presa por essas cordas que apenas ela pode vêr. Ela queria ser como o fogo que lentamente consume tudo o que toca. Todos a desencorajavam, diziam que o que ela queria era impossivel, e então abrimos os olhos numa breve reflexão para poder perceber que ela se foi, ela abriu os braços e saltou, apenas o ar é testemunha de que ela finalmente rompeu as cordas e foi ser livre em um lugar qualquer.

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